Houve um tempo em que eu dominava meus atos.
Era capaz de me conter, e contra este desejo
eterno, memória infinda de ti, aqui,e braços
em torno dos meus braços, um aroma de beijo.
Neste tempo, quero te pedir para mim, agora.
Ver-te dormir. Acordar-te-ei com este sopro,
que circula alma nesta noite estrelada, bóia
entre diamamtes no firmamento e cai, e outro
tempo se inaugura, imenso, onde sinto por ti
a essencialidade no que sou, se sou só em ti
o que vale à pena ser, é o que mais importa.
Haverá um tempo para se lembrar de tudo isto
de hoje. Amanhã vou acordar por ti, meu amor
será a brisa leve no teu rosto matinal. Odor
de lábios, cores na pele, paladar que mostra
o que tens por dentro, doce quando é quisto.