7/25/2007

ÃNIMA

Lancei pela noite escura um dardo de luz. Reluziu...

No clarão da iris só havia aquele faixo, labareda anil

na brisa vermelha do pudor. Esteve aos olhos secos

de uma coruja, entre as estrelas do firmamento; em

cima do céu, caído e insone na noite de vários becos

iguais, à espera da claridade vinda na alma de alguém.



Meu objeto inaugura a manhã - pedra matinal na flor

d'ágüa - iniciada numa lamparina ainda acesa, em um

reflexo orbital que circunda a córnea nua e é indolor

aos olhos da aurora recente. Entre todos e nenhum,

o punho escolheu a trajetória, arremeteu-se à frente

e alcançou o dia, azul, ensolarado, lindo e reluzente.