Sou o projétil sutil que resvala a face do Papa,
o colete peneirado na noite do morro, a capa
de um jornal sem notícias, a foto de agora;
sou a sede na boca de um recém-nascido,
o colostro seco da inanição, sopro perdido
no vendaval. O gatilho e a matilha lá fora,
à espreita me exponho, dou o bote fatal,
dilacero a manhã com estrelas perdidas,
rego o furacão com pétalas e sal ...
Não existe lugar onde Eu não seja vida.
9/21/2008
9/09/2008
PARA SABER
Desatina o coração o sopro tardio,
a febre terçã, o delírio sóbrio enfim.
No instante em que o cão e o cio
habitam o homem, híbrido jasmim.
Me delibera e permite, me escolta;
sem força física, até o cálice sagrado.
Beber seu verve, saciar sem volta
a sede desumana; do homem legado.
a febre terçã, o delírio sóbrio enfim.
No instante em que o cão e o cio
habitam o homem, híbrido jasmim.
Me delibera e permite, me escolta;
sem força física, até o cálice sagrado.
Beber seu verve, saciar sem volta
a sede desumana; do homem legado.
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