COMEÇO A ETERNIDADE PELO FIM.
EM UM CROMOSSOMO PERFEITO,
ISENTO DAS ABREVIAÇÕES EM MIM.
ENTÃO EXISTIR, ATEMPORAL, FEITO
OUTRO, QUE PARASITO PRA ENGANAR
OS INSTANTES PARA SEMPRE. AVATAR.
hipertrofia meu coração concentricamente, se remodela.
pela despolarização atrial, diastólica, pelo automatismo
e reestruturação elérica de uma alma arfante, de toda Ela.
em meus gestos fibrilares aceno e abraço todo o abismo
inerente ao ritmo em que pulsa a vida em Mim agora.
me perpetua num nodo sinusal que então se despolariza
feito os fogos de reveillon à beira mar, luzes em pletora
para olhos negros nesta noite que se ilumina, e a brisa
no rosto sedento de Deus, cujos lábios procuram dizer
e sussurram a maré nos ouvidos cardíacos de você ...