Quem inaugura a manhã é um azul oculto
numa pétala noturna,astro senil e floral
a sustentar a arquitetura perene, vulto
infinito de um detalhe no jardim matinal.
A esperança de sol persiste atrás de cinzas
variados em tons de branco, e aves pousadas
sobre rubras telhas úmidas de vontade por céu.
As mais variadas tonalidades vêm das casas
no silêncio das primeiras horas adormecidas
nos olhos cerrados pela noite que resta em véu.