7/03/2015

Não tem nada que arranque do chão este céu que desabou inteiro em mim, no instante em que compreendemos vãos Por entre a cor das tulipas e dos jasmins. Havia verde entre os vestígios de uma flor. o aroma se dissipou pelos poros, e amanheceu pela noite, inodoro; foi rubra a pétala perene que nos reiniciou. Sem medo da luz voou entre asas, rompeu com espinhos a película estrelada do breu, firmamento no solo recente que floresceu num jardim eólico a soprar o que sou eu. Pólen sem raiz, pulverizado por insetos quase alados, num improvável vôo abissal. Não tem nada que me arranque de tão perto daquilo que germina entre torrões de sal. De tão ínfimo é infinito. Calado é quase grito. Foi essencial, rito, agora extinto ...