7/11/2016
PARA ESCREVER UM POEMA É PRECISO NÃO SABER
E NA IGNORÂNCIA DE QUEM SENTE SE REFUGIAR.
UM VERSO URGE DE PEDRA, ÀS VEZES AO FLORESCER,
HÁ UMA DINÂMICA DE RIO NO LEITO ÁRIDO DO AR...
É SÍLABA QUE ME DILACERA DA PALAVRA QUE SOU.
JÁ TIVE VERBOS NAS MÃOS E OS PERDI ADJETIVOS.
NA RIMA QUE A VIDA SE PRESTA É VERSO LIVRE.
ME PROCURO NO HIATO ONDE O CORAÇÃO ESTÁ VIVO !
NÃO NECESSITO DE CIRCUNFLEXO, SOU AGUDO E ÁTONO.
PELO ORIFÍCIO DA LETRA SOPRO ESTROFES ALITERADAS
ANTE O TURBILHÃO DE QUEM SENTE NO SILÊNCIO O ÁTOMO
ILUSTRADO
7/07/2016
...
nas palavras repousa silêncio intrínseco, visceral, colhido no oco baldio de todo som.
escolho a tua mão para amparar meus afetos. eles têm asas, voam descalços pelo chão ...
se acenas perco o veio, atiro pedras no úmido do rio saudoso em meus olhos. Cadê Chico?
espero pelo abraço que me torna caudaloso, voraz a espreitar a pele de um verso sem dom
de rimar, livre, isento de métrica ou ritmo, cujas letras mudas em silêncio dizem: -Vão!
misturem-se em outras letras, criem idiomas gestuais, amem o intenso e descansem o dito.
quando vejo perco a paisagem. tenho na noite meu dia inteiro. sonho acordado contigo.
me restam grafites para procurar o que ainda não disse, um rastro do que sinto sozinho.
memória eu guardo com os guardanapos da última ceia de natal. tenho sede é de mim ...
quando recolho minhas frases de uma redação na infância percebo que não cresci assim,
feito gente que amadurece fora do galho, criei raiz e ainda floresço para virar vinho,
sei que a semente que gero ganha chão em outros caules, por fim sou contínuo, contigo.
Subscribe to:
Comments (Atom)