No momento busco só as imagens.
Me importo com o contexto, mas
me basta ver. Me detenho assim,
de repente, diante de selvagens,
todos nús, pintados a óleo, jazz...
No corredor centenário, enfim.
Vestidos de branco, atados e"sós".
No tambor que marca a tarde e
se escuta então, ao longe, lembrada
em um estandarte vitorioso, e só.
Ùltimo de uma geração, e arde
toda rubra, feito face condenada.
Há beleza e força na jóia negra, pura.
O domínio do traço e do movimento.
No claustro do mar navega um rei. É
original quando dança. Toda candura
repousa em seu ventre, vai ao vento,
repleto da sensualidade de uma mulher.
Há um silêncio e um vigia. Os outros dormem.
Nunca force a poesia, não acorde ninguém.
Estaremos nos sonhos, naquilo que foi visto,
que foi contado, em que se acredita o Homem.
Houve um tempo de preconceito; também,
se for necessário, mude o Mundo. Faça isto!
5/25/2008
5/18/2008
ALGUÉM DE NÓS
Toda criatura tem seu propósito, o seu valor.
Aquilo que se vale é o quanto fazemos falta.
A parte que somos do essencial. Para quem?
Nem todo ser tem futuro. Nunca sentiu Amor.
É preciso amparar as crianças. Tocar a flauta
que leveria a Peste para longe. Ser um alguém.
Não há quem nos guie, mas há o que nos guiar.
_Indigne-se! Diga alto o que não fará! Faça algo!
_Não é só pelas baleias, pela Mata Atlântica, o ar,
nem pelas nossas crianças, é pela chance de nascer!!!
Toda criatura quer viver. Só definha quem já, logo,
se mostra desnecessário, quem nunca vai ser!
Aquilo que se vale é o quanto fazemos falta.
A parte que somos do essencial. Para quem?
Nem todo ser tem futuro. Nunca sentiu Amor.
É preciso amparar as crianças. Tocar a flauta
que leveria a Peste para longe. Ser um alguém.
Não há quem nos guie, mas há o que nos guiar.
_Indigne-se! Diga alto o que não fará! Faça algo!
_Não é só pelas baleias, pela Mata Atlântica, o ar,
nem pelas nossas crianças, é pela chance de nascer!!!
Toda criatura quer viver. Só definha quem já, logo,
se mostra desnecessário, quem nunca vai ser!
5/15/2008
GESTO DIVINO
Corta com a lâmina d'ágüa o profundo que há no mar.
Inverte a manhã para que entardeça agora. Senhor
de todos os que sonham com a liberdade, é capataz
e amante; faz chover quando adormece, faz sonhar...
Só não alcança a alma, onde repousa seguro o amor.
Quando o indivíduo tem arbítrio, assume o que faz.
Cruza a noite com seu cometa endiabrado. Tem lua
quando sorri. Quando "faz amor" o luar aparece ...
Percorre longa distância dentro de si, à sua procura.
É a lâmpada que ilumina o papel em noite escura,
a mão que escreve um poema, aquela que é sua,
e a mão Dele, calor que no frio anônimo nos aquece.
Inverte a manhã para que entardeça agora. Senhor
de todos os que sonham com a liberdade, é capataz
e amante; faz chover quando adormece, faz sonhar...
Só não alcança a alma, onde repousa seguro o amor.
Quando o indivíduo tem arbítrio, assume o que faz.
Cruza a noite com seu cometa endiabrado. Tem lua
quando sorri. Quando "faz amor" o luar aparece ...
Percorre longa distância dentro de si, à sua procura.
É a lâmpada que ilumina o papel em noite escura,
a mão que escreve um poema, aquela que é sua,
e a mão Dele, calor que no frio anônimo nos aquece.
5/11/2008
IMPRESSÃO NA MADRUGADA
Só os cães ladram no silêncio urbano da noite.
Há uma brisa que paira sobre as folhas e a flor.
Eu vejo uma mulher negra amamentar javalis.
A lua se reflete no soro da via láctea, e foi te ...
e veio a aurora, rubra, abundante, quase indolor,
esvaindo-se no anônimo, naquilo que eu não vi.
Ela se banha numa cuia, na sede que a boca tem.
Vestida com um manto vermelho ela amanhece.
Ouço simultaneamente o "grito" dos galos, e só.
Toda criação alimentada. Adormeç ...
Há uma brisa que paira sobre as folhas e a flor.
Eu vejo uma mulher negra amamentar javalis.
A lua se reflete no soro da via láctea, e foi te ...
e veio a aurora, rubra, abundante, quase indolor,
esvaindo-se no anônimo, naquilo que eu não vi.
Ela se banha numa cuia, na sede que a boca tem.
Vestida com um manto vermelho ela amanhece.
Ouço simultaneamente o "grito" dos galos, e só.
Toda criação alimentada. Adormeç ...
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