5/25/2008

SÓ ISTO.

No momento busco só as imagens.
Me importo com o contexto, mas
me basta ver. Me detenho assim,
de repente, diante de selvagens,
todos nús, pintados a óleo, jazz...
No corredor centenário, enfim.

Vestidos de branco, atados e"sós".
No tambor que marca a tarde e
se escuta então, ao longe, lembrada
em um estandarte vitorioso, e só.
Ùltimo de uma geração, e arde
toda rubra, feito face condenada.

Há beleza e força na jóia negra, pura.
O domínio do traço e do movimento.
No claustro do mar navega um rei. É
original quando dança. Toda candura
repousa em seu ventre, vai ao vento,
repleto da sensualidade de uma mulher.

Há um silêncio e um vigia. Os outros dormem.
Nunca force a poesia, não acorde ninguém.
Estaremos nos sonhos, naquilo que foi visto,
que foi contado, em que se acredita o Homem.
Houve um tempo de preconceito; também,
se for necessário, mude o Mundo. Faça isto!