5/16/2009

FRONTEIRA

O artefato passou a centímetros da minha têmpora

e perfurou o vaso d'água acima do último degrau.

Surgem os vultos ligeiros de mãos ríspidas, nuas

frontes frente ao semblante único e diverso do mal.

Ainda no convés, tendo lançado a pouco a âncora

eu aguardo o segunto ato. Já vi no mar muitas luas,

conheci monstros e sereias, Netuno me orienta.

Eles avançam para a palidaçada, até a trincheira

que me separa dos atos mortais de um nativo.

O artefato passa a centímetros de mim a zunir.

Pelo amarelo da cana surgem vários, cinquenta

guerreiros Goytacazes, invadem a vila, a feira

e os domicílios dos colonos, saqueiam o cultivo,

nos expulsam pelo mar ou terra. Estão aqui ...