7/16/2009

OSCILAÇÃO

Por detrás das bananeiras, no ventre de um réptil ou no hiato de um poema,

tudo vê e se move, no lamaçal burocrático da vida pública, no comum do dia,

por entre as entranhas da urbe, pelos becos, pela penumbra da Democracia.

A tudo se corrompe e estravia, desfigura. Nem "a educação pela pedra", pena,

resolveu o dilema de Drumond, o obstáculo figurado do desenvolvimento.

Feito uma pseudociese, um engano proposital, segue a Vida, no fluxo de caixa,

na jaula financeira que toma a coragem de crescer. O Capital deste momento

não é humano, circula por tantas mãos que não gesticula, se alastra e baixa.