É FIM DE UMA TARDE ENSOLARADA, VERTIDA NUM AZUL INSONE.
POR POUCO NÃO BEIRO A VIDA, NEM APROVEITO ESTE INSTANTE,
EM QUE ME FINDO DE REPENTE. RESTA O PALADAR E UM AROMA
QUASE MAR, ANTEIOR À ONDA DERRADEIRA, À ESPERA DE NOME,
QUE TRADUZA A SI MESMO, DE QUEFINA UMA ALMA ARFANTE
COM A PRUDÊNCIA DE QUEM ESCOLHE A VERDADE E A PROFANA.
HÁ UM COMPLÔ CONTRA A LOUCURA NO ÍNFIMO DA SANIDADE.
LÚCIDO E ESTÁVEL, FLUTUA UM GESTO ATÉ O CONTATO FACIAL,
PELA CARÍCIA DESATENTA, A PALAVRA NÃO DITA E PELO DESEJO,
É QUE SE FAZ O LÚMEM DO AMOR, O INVISÍVEL QUASE DECLARADO
NA MANHÃ QUE SE NUBLA E CHOVE, PARA O ACALANTO E O BEIJO,
INVENTADOS NAQUELE AMBIENTE ONÍRICO, NUM FEIXE IRADO
COM OS SONHOS DE UM POETA DIANTE DA INSANIDADE DA RIMA.
SE FUI SÓBRIO OU ÉBRIO, PERDOEM-ME O EXCESSO, SE DESIGUAL.
NÃO ACREDITO EM DESTINO, NÃO TENHO FÉ, MAS SIGO MINHA SINA.