1/01/2015


O silêncio pueril da eternidade repousa altivo entre as folhas perenes,frente ao vento voraz que eleva as raízes da verdade,elucida o chão e espalha o aroma da esperança,ao longe sentido. Se ainda semente a vida, que nasça ainda por trás do sol, feito paisagem oculta, outra intenção. No futuro que é árvore, pela carne que é fruta, se fartam os lábios de Deus no presente faminto. Entender o outono no homem é contemplar aridez. Um animal acuado pelo tempo, e que ainda o furta com instantes de inspiração, imortal em três segundos, morto a cada instante e ainda extinto.