O silêncio pueril da eternidade repousa altivo
entre as folhas perenes,frente ao vento voraz
que eleva as raízes da verdade,elucida o chão
e espalha o aroma da esperança,ao longe sentido.
Se ainda semente a vida, que nasça ainda por trás
do sol, feito paisagem oculta, outra intenção.
No futuro que é árvore, pela carne que é fruta,
se fartam os lábios de Deus no presente faminto.
Entender o outono no homem é contemplar aridez.
Um animal acuado pelo tempo, e que ainda o furta
com instantes de inspiração, imortal em três
segundos, morto a cada instante e ainda extinto.