4/25/2015
NO SILÊNCIO QUE COMPÕE A PEDRA OUVE-SE RIO.
NA LÂMINA QUE A ÁGUA ADORNA E DE ONDA BROTA,
NASCENTE QUE SAI DA PEDRA E VIRA CURSO, CIO
DE MAR, ONDE A CORRENTEZA PERDE DOÇURA E CORTA
A PEDRA EM AREIA, LEMBRANÇA LAPIDADA EM TEMPO,
OFERENDA EMBALADA PELAS ONDAS FEITAS AO VENTO.
NA CARNE DA PEDRA SEM SIMETRIA ENSINA-SE CHÃO.
PELA BRUTALIDADE ANALFABETA, EXCLUDENTE E ARDIL,
SE APRENDE COM ALMA A DECIFRAR A PEDRA NO SERTÃO;
QUANDO SE ACOMPANHA O LEITO ONDE O RIO SUMIU ...
SE ESTÁTUA DE GESTO ÚNICO PARA HOMENAGEAR UM ADEUS,
FICA A PEDRA RESTRITA AO ATO, NADA ENSINA DE NOVO.
A RIQUEZA É "FREQUENTÁ-LA" E SABER SEGREDOS SEUS,
POIS QUE A PEDRA PODE SER A ESPERANÇA DE UM POVO.
4/22/2015
4/16/2015
NÃO FOSSE A REPETIDA AUTENTICIDADE DO QUE É INÉDITO.
caminham e são empilhados sem distinção de cor.
seus corpos não envelhecem, não têm nenhum odor.
estão em linha reta e seguem no silêncio e pavor.
no horizonte de suas esperanças há um corredor,
que leva ao muro intransponível da cada loucura,
inoculando pensamentos em série, em dispositos
móveis e pessoais. Ditam comportamentos em massa,
pastoreiam os resultados por impulsos ativos,
que penetram nos costumes e se definem em cultura.
Tempo é um detalhe na existência, simplesmente passa.
existem crianças atônitas frente à tela iluminada.
são pigmentos sem pele a se tocar sem intenção;
os relacionamentos se fazem à distância alheia;
o tato é destinado ao perímetro íntimo da mão
baldia que acena para a semelhança, e a anseia,
como caninos úmidos a observar a carne enlatada.
o futuro é vidro temperado sobre o olhar digital
de uma solidão sem nome; naqueles que não se vêem.
no recipiente da verdade, o líquido que sacia secou.
agora vivem em guetos de consciência; tudo é igual
e em série, feito em planilhas-padrão, e o que sou
se revela num som, mensagem que chega aos que leem ...
é preciso cultivar o caminho de volta, à origem.
resgatar da história anônima do que se conhece,
a essência inusitada da imaginação, do desejo puro
e sem intento maior que o de se extinguir, saciado.
rasteja em nós, e nos vicia, o artifício de um afago,
que é correnteza em rio seco, sede que nunca perece,
que abriga a boca com sertões e pedras, e no futuro
destes mesmos lábios mina quase poesia, quase virgem,
não fosse a repetida autenticidade do que é inédito.
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