1/28/2009

Quando nasce a primeira flor não há palavras para definir o jardim.

Ao infante choro da manhã à procura de céu, de mar, da gente,

que acorda, mas não desperta de súbito, a princípio é assim ...

no dia em que Ela chega e espalha um aroma úncio de repente.

É preciso calma para a urgência do Amor, para o fruto e a boca.

É de uma serenidade que adormece. Se há sonhos não sei,

mas dorme feito anjos que articulam o desejo inicial da vida.

1/01/2009

O que as palavras farão por mim?

E aquilo que não tem nome então?

Depois do silêncio que há em tudo,

quero um verso que não tenha fim,

na voz de um poeta dantes mudo,

com afinidade por minha emoção;

não quero fonemas desatentos

ao ritmo, nem rimas brancas.

Fica o verbo inútil e isento

ao gesto, um adeus às tantas ...