Comecei uma palavra com um hiato.
è preciso o sopro afônico, viril.
Naquilo que eu falo e estou grato
por viver em paz, canto do Brasil
isolado e fulgás, vindo à ribeira
tomar banho de rio, palavra nua e
única, que define tudo, e inteira
seqüestra a todo, diminuta assim,
leito de mim, pedra angular, ali,
onde o homem soletra a alma e só,
vislumbra o céu de um dia melhor.
Eu ando no azul estrelado por ti.
Neste instante amparo a luz do fundo,
noite, meia luz, que ilumina o Mundo.
10/31/2006
10/09/2006
CULTURA NOTA DEZ
" Conta a lenda, que a Mãe Catirina, grávida desejosa, anseia por um saboroso
prato regado a língua de boi. Pai Francisco, preocupado em satisfazer a vontade
da amada esposa, mata o melhor animal de seu patrão e foge. O dono da fazenda,
indignado e revoltado com tal afronta, resolve fazer justiça e manda os vaquie-
ros e os índios saírem a caça do fugitivo. Ao ser pego e preso, Pai francisco
pede socorro ao pajé, que realiza um grande ritual ressuscitando o boi para a alegria de todos."
Ressuscitar, e preservar, a memória é uma das maneiras de construir a Histó-
ria. Com esse objetivo a comunidade quilombola de Machadinha, localizada na cida-
de de Quissamã, no norte do Estado do Rio de Janerio, formada por descendentes de escravos, vem através deste trabalho revelar a importância das tradições cultura-
is na preservação da identidade da comunidade diante do contemporâneo, no intuito
de ser referência pela perpetuação dos costumes centenários e divulgação de seus
patrimônios culturais, tais como o "Boi Malhadinho", o jongo, o fado, a culiná-
ria, a religião, o artesanato e as estórias nos finais de tarde, que levam para longe a imaginação da gente.
"Minha mãe disse que quando morresse uma das filhas teria que levar adiante a
tradiçao dela."È com esse espírito que a população da Fazenda Machadinha, cons-
truída entre 1823 e 1867, por Manoel Carneiro da Silva, o Visconde de Ururaí, re-
presentada por 42 famílias de afro-descendentes, cujas tradições resistem ao tem-
po, e são as principais responsáveis por manter a cultura trazida pelos escravos
angolanos na época do Brasil Império para a região, mantém íntegra a memória de
seus antepassados, repassando a cada geração o orgulho do que são e a paixão pelo
representam.
prato regado a língua de boi. Pai Francisco, preocupado em satisfazer a vontade
da amada esposa, mata o melhor animal de seu patrão e foge. O dono da fazenda,
indignado e revoltado com tal afronta, resolve fazer justiça e manda os vaquie-
ros e os índios saírem a caça do fugitivo. Ao ser pego e preso, Pai francisco
pede socorro ao pajé, que realiza um grande ritual ressuscitando o boi para a alegria de todos."
Ressuscitar, e preservar, a memória é uma das maneiras de construir a Histó-
ria. Com esse objetivo a comunidade quilombola de Machadinha, localizada na cida-
de de Quissamã, no norte do Estado do Rio de Janerio, formada por descendentes de escravos, vem através deste trabalho revelar a importância das tradições cultura-
is na preservação da identidade da comunidade diante do contemporâneo, no intuito
de ser referência pela perpetuação dos costumes centenários e divulgação de seus
patrimônios culturais, tais como o "Boi Malhadinho", o jongo, o fado, a culiná-
ria, a religião, o artesanato e as estórias nos finais de tarde, que levam para longe a imaginação da gente.
"Minha mãe disse que quando morresse uma das filhas teria que levar adiante a
tradiçao dela."È com esse espírito que a população da Fazenda Machadinha, cons-
truída entre 1823 e 1867, por Manoel Carneiro da Silva, o Visconde de Ururaí, re-
presentada por 42 famílias de afro-descendentes, cujas tradições resistem ao tem-
po, e são as principais responsáveis por manter a cultura trazida pelos escravos
angolanos na época do Brasil Império para a região, mantém íntegra a memória de
seus antepassados, repassando a cada geração o orgulho do que são e a paixão pelo
representam.
10/05/2006
Um dia de manhã.
Vem bem longe o som da procissão.
Na penúltima fila erguem a imagem
de um Homem crucificado e frágil,
no colo da Mãe.Pietá é só Emoção,
é muito mais, muito!È lento ardio
inoculado no peito, e que traz em
cada um querer de simples oratório
cantado por todos, em cada janela.
Pela rua acima segue a Homenagem.
Algumas senhoras solitárias choram.
Alguns correm para ver o rosto dela.
Maria, o olhar quase contraditório,
ao redor de nenhuma luz eles Oram.
Vai aquela multidão ladeira acima.
O cemitério altivo e florido espera.
Na verdade é só o começo,e, enfim,
fico com a calma deste dia em Mim.
Nada espero ao terminar esta rima.
Começa uma chuva rala e molha Vera,
Adélia e a Cecília acaba de chegar.
Atrasada para a celebração matinal.
Com saltos altos no paralelepípedo.
Aquela Mulher sobe descalço, no ar.
Flutua feito algodão, leve ímpeto,
que toma a todos e é sempre desigual.
Na penúltima fila erguem a imagem
de um Homem crucificado e frágil,
no colo da Mãe.Pietá é só Emoção,
é muito mais, muito!È lento ardio
inoculado no peito, e que traz em
cada um querer de simples oratório
cantado por todos, em cada janela.
Pela rua acima segue a Homenagem.
Algumas senhoras solitárias choram.
Alguns correm para ver o rosto dela.
Maria, o olhar quase contraditório,
ao redor de nenhuma luz eles Oram.
Vai aquela multidão ladeira acima.
O cemitério altivo e florido espera.
Na verdade é só o começo,e, enfim,
fico com a calma deste dia em Mim.
Nada espero ao terminar esta rima.
Começa uma chuva rala e molha Vera,
Adélia e a Cecília acaba de chegar.
Atrasada para a celebração matinal.
Com saltos altos no paralelepípedo.
Aquela Mulher sobe descalço, no ar.
Flutua feito algodão, leve ímpeto,
que toma a todos e é sempre desigual.
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