10/31/2006

A QUALQUER HORA

Comecei uma palavra com um hiato.
è preciso o sopro afônico, viril.
Naquilo que eu falo e estou grato
por viver em paz, canto do Brasil
isolado e fulgás, vindo à ribeira
tomar banho de rio, palavra nua e
única, que define tudo, e inteira
seqüestra a todo, diminuta assim,
leito de mim, pedra angular, ali,
onde o homem soletra a alma e só,
vislumbra o céu de um dia melhor.
Eu ando no azul estrelado por ti.


Neste instante amparo a luz do fundo,
noite, meia luz, que ilumina o Mundo.

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