No sulco sem meio cresce o útero fecundo.
Ao passo lento de uma geração, e caminha-
Sempre que é súbito se anuncia!- chega lá.
Afeito às reminicências da tarde, que tinha
a feição do abandono na cara deste Mundo.
Enteral e nocivo feito aroma espalhado, ar.
Não deixemos escorrer toda a essência!
O poeta sorve o seco quando vai e cala.
Ampare com as mãos vazias a ausência,
acolha o verbo e acalente então, fala.
10/27/2007
10/21/2007
Não vim aqui beber da ágüa eterna na fonte.
Nem coletar asas de coleópteros em mim; no
vão da janela. Estou ereto frente à ida infante
desta tarde a ensolarar a noite onde eu findo.
Se cresço entre as raízes e subo em árvores,
alcanço o luar na imensidão, posso de tudo,
um pouco menos do que o tempo explica, e
quando ...
Nem coletar asas de coleópteros em mim; no
vão da janela. Estou ereto frente à ida infante
desta tarde a ensolarar a noite onde eu findo.
Se cresço entre as raízes e subo em árvores,
alcanço o luar na imensidão, posso de tudo,
um pouco menos do que o tempo explica, e
quando ...
10/04/2007
AQÜARELA
Tem gosto de rio a correr seio abaixo.
Mistura de leitos, correnteza, um trem
desgorvenado entre pêlos pubianos, o
azul que almeja todo rio: Ser o mar ...
Minha nau suada, embarcação, cacho
de fruta na carne do sol. E mesmo sem
lua enluarar, ,,,,, .. .
Com vigor!
Se lava a mulata na ágüa que é o rio e
corre em si. Transborda se amparada
à beira da tela. Pintura bucólica, boca
cheia de outra, lingüal, saliva trocada
de uma palavra à outra, entre o cio de
uma alcatéia. Quando a vida é pouca,
num banho na tarde, em frente a mim
mesmo, a fonte que mina um oceano,
junto ao sopro sussurrado e profano,
brisa marinha no rio que deságüa enfim.
Mistura de leitos, correnteza, um trem
desgorvenado entre pêlos pubianos, o
azul que almeja todo rio: Ser o mar ...
Minha nau suada, embarcação, cacho
de fruta na carne do sol. E mesmo sem
lua enluarar, ,,,,, .. .
Com vigor!
Se lava a mulata na ágüa que é o rio e
corre em si. Transborda se amparada
à beira da tela. Pintura bucólica, boca
cheia de outra, lingüal, saliva trocada
de uma palavra à outra, entre o cio de
uma alcatéia. Quando a vida é pouca,
num banho na tarde, em frente a mim
mesmo, a fonte que mina um oceano,
junto ao sopro sussurrado e profano,
brisa marinha no rio que deságüa enfim.
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