10/04/2007

AQÜARELA

Tem gosto de rio a correr seio abaixo.
Mistura de leitos, correnteza, um trem
desgorvenado entre pêlos pubianos, o
azul que almeja todo rio: Ser o mar ...
Minha nau suada, embarcação, cacho
de fruta na carne do sol. E mesmo sem
lua enluarar, ,,,,, .. .
Com vigor!

Se lava a mulata na ágüa que é o rio e
corre em si. Transborda se amparada
à beira da tela. Pintura bucólica, boca
cheia de outra, lingüal, saliva trocada
de uma palavra à outra, entre o cio de
uma alcatéia. Quando a vida é pouca,
num banho na tarde, em frente a mim
mesmo, a fonte que mina um oceano,
junto ao sopro sussurrado e profano,
brisa marinha no rio que deságüa enfim.