8/12/2007

Talvez infância seja recolher o que restou da chuva.
Por em copos uma poça d´ágüa, sonhar com um rio
nas mãos, ser correnteza na superfície deste tempo
de brincar. Quem sabe envelhecer não seja a curva,
o atalho da vida a toda retidão; talvez seja no vento
que trás o temporal, que a criança repouse, no cio,
no eterno querer pueril...


fig. - ças4