Me apresente a Afrodite e Eu me curvarei diante de ti.
Güardião de tantos Templos, várias varandas, jardins.
Findo ao pôr do Sol o líqüido lívido em tuas vasos ocres.
Erguido como estátua, adorado em seu cavalo fátuo; assim,
como um instante breve, mas eterno, à frente de si ...
Anfitrião e intruso de um átrio baldio, um ssopro forte
no tímpano íntegro da vaidade. Não há luxúria, ou nudez.
São vestes em uma Deusa híbrida, símbolos de culturas
efêmeras inesquecíveis. Um Ser insaciável diante de ti,
que saliva mel e entorpece teu corpo, te desnuda de vez,
e adormece olhando. Traído pelo pecado, de pele escura,
descobre o branco e o proibido. Eunuco erétil, infante.
Imagino o leito artesiano de minha alma, esculpido
em pedra, para sempre ... Diante de todo o essencial
em tuas mãos; do gesto abundante e generoso, atrás
do tempo que nos rejuvelhece, de tanto ser erodido
pela língüa eólica que percorre seu punho irado, qual
avarenta tempestade vespertina, cuja inveja vorás
de uma manhã ensolarada, leva consigo o Gesto brutal.
7/21/2008
7/03/2008
É PRECISO RECUAR!!!
Não avancem seus exércitos! Recuem!!!
O vale esconde seus segredos e ruínas.
Observo ao caule de uma araucária só,
entre pedras milenares, o destino em
se querer conquistar, as aves de rapina,
os cadáveres recentes do futuro. O pó.
È preciso decidir se o gesto nos valerá.
Meu legado está nas palavras, quieto,
no silêncio estridente deste vendaval.
São tantos os jovens na infantaria; há
mulheres e crianças órfãos neste Gesto.
È preciso recuar dos tigres no bambuzal.
Lá embaixo onde a vida se refaz, no oco
da multidão, está o Rei. Numa armadura
de prata e brasão de ouro, sem estandarte.
Não existe causa que justifique os poucos
avanços da guerra. È preciso recuar! Já!!!
Eles não procuram saída, escapatória, ar
ou amplidão. Parados no átrio da loucura,
aguardam o momento em que a lâmina parte...
São bravos, heróis e inocentes. Dão a vida
por um soberano, honrados em tê-lo servido,
em morrer em paz. Nada vale ser eterno,
se não for lembrado. Um nome numa lápide
é como risco de uma estrela no inverno
frio de uma lembrança. Uma luz erguida
para denunciar um universo esquecido.
O vale esconde seus segredos e ruínas.
Observo ao caule de uma araucária só,
entre pedras milenares, o destino em
se querer conquistar, as aves de rapina,
os cadáveres recentes do futuro. O pó.
È preciso decidir se o gesto nos valerá.
Meu legado está nas palavras, quieto,
no silêncio estridente deste vendaval.
São tantos os jovens na infantaria; há
mulheres e crianças órfãos neste Gesto.
È preciso recuar dos tigres no bambuzal.
Lá embaixo onde a vida se refaz, no oco
da multidão, está o Rei. Numa armadura
de prata e brasão de ouro, sem estandarte.
Não existe causa que justifique os poucos
avanços da guerra. È preciso recuar! Já!!!
Eles não procuram saída, escapatória, ar
ou amplidão. Parados no átrio da loucura,
aguardam o momento em que a lâmina parte...
São bravos, heróis e inocentes. Dão a vida
por um soberano, honrados em tê-lo servido,
em morrer em paz. Nada vale ser eterno,
se não for lembrado. Um nome numa lápide
é como risco de uma estrela no inverno
frio de uma lembrança. Uma luz erguida
para denunciar um universo esquecido.
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