Me apresente a Afrodite e Eu me curvarei diante de ti.
Güardião de tantos Templos, várias varandas, jardins.
Findo ao pôr do Sol o líqüido lívido em tuas vasos ocres.
Erguido como estátua, adorado em seu cavalo fátuo; assim,
como um instante breve, mas eterno, à frente de si ...
Anfitrião e intruso de um átrio baldio, um ssopro forte
no tímpano íntegro da vaidade. Não há luxúria, ou nudez.
São vestes em uma Deusa híbrida, símbolos de culturas
efêmeras inesquecíveis. Um Ser insaciável diante de ti,
que saliva mel e entorpece teu corpo, te desnuda de vez,
e adormece olhando. Traído pelo pecado, de pele escura,
descobre o branco e o proibido. Eunuco erétil, infante.
Imagino o leito artesiano de minha alma, esculpido
em pedra, para sempre ... Diante de todo o essencial
em tuas mãos; do gesto abundante e generoso, atrás
do tempo que nos rejuvelhece, de tanto ser erodido
pela língüa eólica que percorre seu punho irado, qual
avarenta tempestade vespertina, cuja inveja vorás
de uma manhã ensolarada, leva consigo o Gesto brutal.