Eu leio pedras e separo a ágüa com as mãos.
Coroei Você para sempre entre dois rios.
Tenho asas seletas no Borboletário Municipal.
Ganhei ares na troca de um beijo; igüal
quem não existe neste instante, está nos vãos
discretos dos olhos da fera, fêmea no cio.
Tenho naquilo que transforma semblantes,
o impulso febril e obtuso que alcança raso
a superfície insustentável de um adeus ...
Oculto no inverso de um abraço, por acaso.
Réplica inédita de um ato sutil, doravante
fosse único e rude, isento dos Seus.