4/01/2009

Para Layza adormecida. Para Maria Luiza acordada.

Só há o cheiro de pedra, o odor de terra molhada,

de solo batido, estrada-de-chão. E um verde nú,

que envergonha os olhos de tanta beleza; nada

se compara ao olhar. Diz tudo de qualquer um.

Ela abre os olhos frente a mim. E a chuva cai

de encontro à janela, entra uma luz abafada

com insetos oníricos, e tantas cores e fadas

que a vida agorá é só imaginar, feito pai,

feito mãe, eternamente ...