neste vão esforço de continuar lúcido, atento
ao descaso da luz frente à sombra, ao frasco.
Minha alma descança, é pena deixada ao relento,
sem gesto que escreva ou suspiro que defina.
Meu sangue é o instrumento, é a caligrafia.
Um corpo adormece no silêncio. Pela cortina
retiniana de um sonho nasce então, o dia.
